8 de Março dia Internacional da Mulher - Datas Não Mudam Fatos
Poema: Uma Boca Molhada de Sal
Ela é uma bela mulher.
E que boca!
Uma boca de suspiros
Suspiros deles ao imaginar
os suspiros dela.
Uma boca de mistério, sussurros
e segredos...
Uma boca que também já provou muito
do sal dos olhos...
Por causa dos que viram e tocaram a boca,
Mas não se deram ao luxo de ouvir o que daquela boca saia.
Escritos: Parem de Romantizar o Desprezo!
Os fios
Autoria: Amanda Duda
Escritos: Vício
Observou Thiago acender o cigarro.
Era um evento que sempre prendia sua atenção.
Era cheio de zelo ao fazê-lo. Posicionava sempre os dedos da mesma forma elegante, quase um deus. Trazia o cigarro à boca e, franzindo o cenho, se demorava longamente a produzir a brasa, tragando um camel como se fosse um raro cubano, quase um ritual solene.
Rita sempre prendia a respiração nesses momentos, pouco por causa do cheiro e bastante porque queria capturar consigo a atmosfera do nobre rito. Gravá-lo em um entalhe na memória.
Os dedos finos e elegantes, como os de um pianista e brancos como cera transformavam o fétido objeto num cetro sagrado. Uma relíquia. Um ícone santo.
Se pudesse, Rita guardaria cada bituca em um relicário, rezando a elas para tornar-se cigarro também. Queria estar entre seus dedos, repousar em sua boca, inebriá-lo de seu cheiro e satisfazer seu desejo.
O cheiro de tabaco, que sempre lhe desagradara, passou a preencher de doçura suas narinas. Para ela este era o cheiro dele, tabaco e perfume caro, e roupas metodicamente limpas, e sabonete muito bom.
Nunca sentira o cheiro DELE, sempre tão asseado, e envolto em uma nuvem de cigarro e Davidoff.
Ansiava pelo momento em que sentiria o cheiro de seu corpo, de seu suor, sua pele branca. O dorso magro desnudo colado ao seu.
Mas temia estar naquela faixa nebulosa onde um homem deixa de perceber sua existência como um ser humano fêmea, e passa a tratá-la como "cara".
Embora, sob efeitos mil de toda sorte de alcoólicos, tivessem se beijado por exatas três ocasiões, e o gosto alcoólico de sua língua deslizando pela dela tivesse um efeito quase lisérgico, ele jamais comentou o fato (nenhum dos três) com a "amiga", e ele nunca se repetia quando sóbrio.
Nestes momentos, os olhos levemente puxados de um mel intenso fitavam o vazio, levemente cobertos pelo cabelo denso e escuro. "Como a própria alma" dizia em tom de deboche, e parecia sempre distante, com exceção de um raro momento de escárnio, onde sorria com o canto da boca, formando covinhas que faziam Rita querer mergulhar nelas.
Mesmo assim, um seguia o outro em cada festa, cada reunião informal, cada rendez vous. Sempre juntos, como se estivessem imantados.
Rita achava que assim se completavam. Os vícios dele alimentavam o seu.
Fim de ano, pessoas loucas e mil desculpas
Nem entramos pra uma seita tecnofóbica, e ficamos sem conexão com o mundo.
Nem desistimos do blog.
Nós só estamos loucas. Bem mais loucas que o normal.
Kris com a faculdade, Renata com os eletrônicos do mal unindo forças contra ela, e eu...
Bem, eu, cada vez mais CLINICAMENTE louca.
Psiquiatricamente e atestadamente louca.
Quer dizer, louca não. Mas que meu último atestado tinha uns três Cid, ah ele tinha.
Tudo isso pra pedir desculpas, porque eu realmente sumi, e não tô escrevendo nada no blog, simplesmente por falta do que dizer, uma vez que a minha mente tá uma bagunça desgraçada.
Mas, conversando com outras pessoas, eu percebi que não sou só eu, tá todo mundo extremamente saturado, e a desculpa é sempre a do fim de ano.
É engraçado como Gregório XIII conseguiu se enfiar nas nossas cabeças de uma forma muito louca.
Chega fim de ano, e eu sempre penso: por que é que nos abala tanto esse tal de fim de ano?
Como é que essa passagem de tempo consegue exercer tamanha influência nas nossas vidas, (Sim, nossas, porque apesar dos meus questionamentos, eu sou altamente influenciada por isso,por mais que não queira, e ache ridículo.) será que se o ano tivesse seis meses estaríamos assim a cada seis meses? Será que se tivéssemos 15 meses dezembro seria um mês como qualquer outro?
Porque essa ilusão de fim da linha é tão forte e onipresente? Como se o fim do ciclo de um ano fosse um impeditivo pra continuarmos com nossos projetos?
Dois mil e quinze foi péssimo, mas "SAIRMOS" dele realmente fará diferença?
As porcarias em curso neste ano não continuarão perpetradas no próximo?
Da mesma forma, as atitudes que tomamos para melhorar também não prosseguirão?
Por que essa eterna necessidade de marcar uma era para que possamos alterar o que ocorre em nossas vidas? Qual é a dessa nossa síndrome da dieta na segunda?
Pra vocês verem, é assim que anda minha cabeça.
E eu já cansei de dois mil e quinze, a despeito das minhas considerações prévias...
Zeitgeist
Ressaca Necessária.
Olá fiotes!
Saudade docês.
Ando conversando e estudando mais do que lendo, então é com grande pesar que aviso a vocês que a maioria dos meus próximos posts será de escritos, e reflexões da minha pessoa que ninguém quer saber.
É, eu sei, que chato, mas a Kris continua lendo a uma velocidade absurda por segundo, então não chorem.
Estou de ressaca literária. E por mais que a gente brinque sobre ela, a ressaca literária é um mal necessário.
Tenho uma ressaca que já dura seis anos, e hoje no Facebook ela foi reavivada.
Sessão de autógrafos com Pedro Chagas de Freitas e esta que vos fala quase morta!
Olá crianças.
Pra começar esse post está num atraso meraviglioso, mas não tive tempo desde que o evento aconteceu pra conversar com vocês.
Quem acompanha o blog sabe que eu sou uma bagunça total e absoluta, e nesse mês tudo se intensificou.
Pra começar eu recebo a notícia de que a Novo Conceito queria que eu mediasse a noite de autógrafos com o Pedro Chagas de Freitas, por conta dessa resenha aqui que a tia fez.
Fiquei nervosa? Sim ou com certeza?
Eu não sou fotogênica, nem uma grande fotógrafa (como quem acompanha o blog bem sabe), não tirei nenhuma foto particular, são todas da fotógrafa contratada pela NC, então esse post é bem mais pra dividir com vocês essa experiência fantástica, que só aconteceu graças à tanto acesso de vocês na minha resenha. Fica aqui o link pro álbum da Novo Conceito e as fotos nas quais eu saí (descabelada) e a mais linda de todas: foto do meu autógrafo.
Se te interessa
Se te interessa saber, eu sou o caos.
Escrevi: Penélope ou: O dia dos namorados é amanhã, e eu só queria não acordar.
Seus dedos foram mais rápidos que o arrependimento de ter escrito aquilo, e após o envio, os segundos que se passaram foram séculos. Angustiantes séculos de espera, até que o celular brilhasse, ostentando na tela um sim. Sempre.
Logo, outro alerta do celular.
- Por que essa pergunta? Por que você acha que eu não te amo? - Ele também não poderia parar ali. Tinha medo, ela pensou. E isso era a coisa mais bonita de saber. Medo, como ela de que não fosse recíproco. De que não fosse como antes.
As palavras se formaram sozinhas. Seus olhos, cheios de lágrimas, já não enxergavam as teclas pequeninas do teclado.
- Porque eu ainda te amo tanto, e a cada dia mais, que não parece ser possível que você sinta o mesmo.
Falha no envio. Ainda bem.
- Porque eu preciso saber. Porque enquanto a resposta for sim, eu estarei aqui. Eu te esperarei por mais que não faça sentido. Eu serei Penélope a tecer de dia e desfazer seu trabalho à noite. Eu vou me agarrar ao teu cheiro na minha memória, eu vou escutar o seu choro quando teve que ir. Porque enquanto você responder sim, eu serei tua, como já tinha sido em outras vidas, como já era antes de conhecê-lo. Porque eu sinto que todo o amor que já pensei sentir era eco do seu,em outra vida. Porque eu ainda te sinto do meu lado à noite. Porque eu não saberia responder a alguém o motivo de te amar. Só sei que sinto, e o meu amor é o fruto do seu, e nesse ciclo a gente se amou eternamente. Mais de uma vez, mais de uma vida. E porque se disser não, eu te deixo em paz. Eu te livro da minha presença. Eu te desobrigo. Não precisa mais.
Dessa vez o arrependimento foi mais veloz que os dedos.
Apagou tudo.
- Estou carente. Acho que é por causa das cólicas. Parece que o Godzilla e o King Kong resolveram brigar dentro do meu útero hoje. Desculpe.
A resposta, rápida, trouxe consigo uma lágrima tímida. Quase alegre. Quase doce. Mas ainda triste e amarga.
- Você sempre fica assim. Queria estar aí pra te dar colo e carinho, como antes.
Qualquer semelhança com fatos reais da vida da autora, é coisa da sua imaginação.
Dia da toalha, Orgulho Nerd e Bazingueiros
NÂO ENTRE EM PÂNICO!
Como hoje é o Dia da Toalha, do Orgulho Nerd, seja lá como você chame, resolvi falar um pouquinho sobre o assunto.
O dia 25/05 foi escolhido por ser o dia da estreia do Primeiro filme de Star Wars, em 25 de maio de 1977, segundo muitos. Mas não é tão simples assim. Como tudo o que envolve nerds, muita discussão rola em torno desse dia. Alguns dizem que ele foi inventado por espanhóis em 2006/2007, outros que começou em 1998 com eventos nerd que Tim McEachern organizava em Nova York, muito se fala também sobre ser uma homenagem à morte de Douglas Adams, escritor da série O Guia do Mochileiro da Galáxia (daí a referência da Toalha), mas ele morreu no dia 11/05, então... façam mais sentido, por favor.
Fãs da série Discworld, de Terry Pratchett ainda chamam a data de Glorioso 25 de maio, que entretanto, é menos difundido.
Quase uma resenha: Offline e os famigerados livros de colorir.
A digníssima senhora minha mãe, que andava tendo problemas com a GVT, resolveu cancelar o contrato. E foi assim: pá pum, de uma hora pra outra, eu era uma pessoa desconectada e sem TV.
Ok, vamos lá: sem TV, tudo bem. Sem internet, a gente aguenta, mas eu ia ficar SEM TV NEM INTERNET, sozinha em casa. Sim. Eu, a pequena pessoa com depressão/ síndrome do pânico/ ansiedade/ bipolaridade/ tem mais algum CID psiquiátrico pra me atribuir?
OK. Respira, pega um livro pra ler, vai dar tudo certo, se a NET tiver agenda pro técnico vir aqui ainda essa semana vai ser SUSSA. RELAXA.
RELAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAXAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
O livro de quase 400 páginas não dura nem o dia todo, liga minha irmã tão maravilhosa (às vezes) dizendo que tem uma surpresa. Eu já sabia o que era.
Eu e minha irmã sempre dividimos Almanacão de Férias da Mônica, e eu já estou na quarta ou quinta caixa de lápis aquarelável (gente, tão dizendo que nem se acha mais deles, tamanha a febre dos livros de pintar), desde que deixei de ser oficialmente criança. Nada mais natural pra nós do que ficar pintando até meia noite num dia sem TV.
Eu morria de curiosidade de ver como eram esses livros, se tinha só desenho mesmo, se o formato de livro não ia atrapalhar na pintura (atrapalha), então resolvi mostrar, a quem interessar possa, como são esses dois, pelo menos.
Aqui vai.
Da falta de vergonha na cara, da ressaca literária e muito mais...
Sim, é.
Mea culpa, mea maxima culpa.
Na verdade, culpa de Mel e Amêndoas.
E também culpa de um feriado glutão na praia, de uma infecção no dente do siso, de babado, confusão e gritaria que tá rolando na minha vida e simsimsim! Um pouco de falta de vergonha na cara. Huahauhuauhauha.
Eu me envolvi tanto com Mel e Amêndoas que não estou conseguindo entrar em outras leituras. Foram umas quatro ou cinco tentativas, todas miseravelmente falhas.
Acho que perdi meus superpoderes de leitora.
Acho que vou chorar e me enforcar no pé de couve. Acho que quero ler Mel e Amêndoas de novo.
Quero roubar O Poeta da Madrugada da Kris. Quero dormir e só acordar quando minha vida estiver parecendo algo minimamente normal.
Parece que está tudo estagnado na vida, e olha que eu tô fazendo terapia, eft, passe, macumba, dando três pulinhos e o escambau pra tentar sair disso. A única coisa que fluía era a leitura, e agora ela parou também.
Eu não sei se isso é macumba, Lei tríplice, feitiço, karma ou o quê, minha gente. Mas estejam avisados: eu vou sair disso, e aí ninguém me segura.
Se preparem, porque eu voltarei resenhando até o chão!
E de preferência rica, sem depressão e com um boymagya do lado. Huahauhauahua
Gritaram-me gorda!
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| Ai, çocorr, me chamaram de gorda! Vou lá comer uma coxinha que passa! |
Victoria Santa Cruz que me perdoe pela quase heresia.
Mas é que eu resolvi falar sobre minha relação com a balança, e a construção dessa relação é muito parecida com a do poema cantado (de dar arrepios) "Gritaram-me Negra" dessa mulher maravilhosa. Longe de tentar comparar minha vivência com a dela, o título e citações desse texto são apenas uma forma singela de homenagem.
Pois bem, gritaram-me gorda. Não apenas um dia na rua. Em casa, na igreja, na escola, em todo lugar que ia... eu era a gordinha. Gorda baleia saco de areia.
Dor Crônica/ Crônica da dor
Os dias frios e cinzentos nos permitem sentir o que quer que seja, sem interrupções. Ninguém exige que estejamos felizes, que saiamos de casa, nada precisa ser feito. Está frio, o dia está feio, fiquemos na cama.
Estes eram meus dias preferidos, quando toda dor podia ser sentida, quando não era errado ficar quieta e apenas sentir.
Não que eu goste de sofrer. Mas ter permissão pra sentir suas próprias emoções era algo magicamente recebido, e aproveitado em cada gesto. O chá, o cobertor, o chocolate quente. Tudo sorvido com generosas doses de amargura, de dores que tiveram que esperar o verão acabar para serem vividas.
Hoje sinto o frio chegando em minhas articulações. A vida me presenteou com uma doença crônica que se agrava com o frio, como quem diz: Não é disso que gosta? Então tome!
Pois bem, vida minha. Eu aceito de bom grado o teu presente de grego. Recebo as tuas dores crônicas em meu corpo para se juntarem às minhas que já há muito residem na alma. Sejam bem vindas, e se acomodem naquele canto da sala. Eu sinto cada articulação estalar como um presságio. É um aviso de que chega a hora de sentir, o que quer que seja.
O que não pode ser curado há de ser vivido. Em doses constantes e crônicas.
A vida é a maior das doenças crônicas. E ainda me apego a ela, por um débil fio de idiossincrasia, cada vez mais puído, cada vez mais fino, cada vez mais frágil...
Sombras de Dúvidas - (Até na definição do texto)
Despojos de uma noite tórrida e intensa de um sexo brutal e alucinante.
Onde corpos foram tocados, consumidos, arranhados, revirados e
Desejos despertados, apenas para serem consumados.
Mas, ela agora jazia inerte a fitar o teto que refletia o vazio da sua alma.
Ao seu lado ele ressonava.
Ela o amava?
Será que amava?
Entre eles o sexo era bom,
O toque era bom,
As sensações? Essas eram avassaladoras.
Sem dúvidas na cama eles se completavam,
Todavia era como se fora dela, não mais se pertencessem.
Agora sua mente vagava fitando o teto e assistindo nele o vazio do seu coração.
Ele ainda despertava seu corpo, mas não conseguia mais alcançar sua alma.
Isso bastaria?
Ela não sabia.
E enquanto isso sua mente vagava a cantar docemente uma triste melodia.
E lá fora, refletida na janela a noite se despedia
Cedendo brevemente seu espaço
As primeiras luzes do dia.
(Kris Oliveira)
Da falta de vergonha na cara - Cronicas de um sortudo em Las Vegas (azar no amor,baby!)
- Especial (IN)Feliz Dia dos Namorados
Crianças, já deu pra sacar que eu tô mais azeda que tudo, né? Eu espero que vocês entendam que a tia não tenha cabeça para ler agora, mas eu JURO pra vocês que após o (ECA) Carnaval eu tomo vergonha na cara.
Agora eu tô só com meus pensamentos e musiquinhas e minha fossa na cabeça.
MAAAAAASSSSSS como eu amo vocês, resolvi ressuscitar um textinho de fossa que fiz há algum tempo, por ocasião do Dia dos Namorados, quando eu estava nesta mesma situação ridícula.
SIM, Dia dos Namorados. Porque agora a sofrência está globalizada, e os Forever Alone podem sofrer DUAS vezes ao ano: No nosso dia dos Namorados exclusivo, e no Bacião do Resto do Mundo, o dia de São Valentim (Chaves feelings)- dia 14 agora.
Eu juro, do jeito que eu tô , se eu me deparar com mais alguma coisa de amor dessa gringaiada na minha Timeline, terei um siricotico.
E pra você que tá na merda como eu, aí vai meu textinho com pretensões de Literatura Pop, uma bobeira que eu sonhei e escrevi.
Tia ama ♥
Aquilo que eu não sei dizer...
Tudo aquilo que eu não sei dizer eu canto. Tenho uma lista infindável de músicas pra tocarem quando eu já não entendo mais nada.
Eu desafino, mais berro do que canto, mas desabafo.
E parece que um pouco da dor que eu sinto passa a ser compreendida, e então passa a ser curada.
Mas isso demora muitas músicas, e se passam muitos dias de travesseiro molhado até que eu consiga me sentir gente outra vez.
E eu sei que eu tenho uma coluna pra escrever. E eu sei que eu tenho coisas a fazer.
Mas tudo o que eu quero é ouvir. E cantar, do meu jeito esganiçado cada verso das músicas tristes que eu tenho guardadas pra momentos assim. E dessa forma expurgar o amor que eu sinto e transformá-lo em mágoa, que mais tarde vira desprezo e que lentamente se transformará em lembranças que voltarão a ser boas.
E eu poderei me lembrar de você outra vez, com carinho. E do gosto das panquecas que você cozinhava pro nosso café da manhã. E do jeito que o azul dos seus olhos mudava conforme as suas emoções. E sorrir ao pensar nisso.
Hoje eu só consigo chorar ao me lembrar que eles não ficarão mais azuis claro quando me virem.











































