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Se te interessa

30 julho 2015


























Se te interessa saber, eu sou o caos.
Se te interessa, o caos não é bonito como nos livros.
Um dia, você chega
Com uma coisa boa pra contar
Ou um buquê de flores
Ou um anel ou um bombom
Ou com uma história pra contar do seu dia
E eu estou no sofá, o olhar úmido e morto
E você  me pergunta o que eu tenho
E eu digo: NADA
Como quem quer dizer que não possui nada
E que nada conquistou ao longo dos anos.
Mas você pensa que fez algo
Ou que eu escondo alguma coisa
E joga as flores
E come o bombom
E devolve o anel
E conta seu dia pra outro alguém
Ou insiste em perguntar:
O que você tem?
E eu digo: Uma vida de merda.
E você se ressente
Pois em um raro momento de alegria
Eu disse que era você a minha vida
E pensa que teve culpa
Que não foi capaz de me fazer feliz
Como se minha felicidade
Pudesse ser construída a partir
Das coisas lindas e tolas que me fez
Saiba, querido
Que por mais que eu o ame
Num esforço hercúleo de sentir
Eu já estava morta
Por dentro
De forma que nada poderia me salvar
Nem mesmo seu bombom
Ou seu anel
Ou suas flores
Ou o seu dia
Ou seu amor.



Gritaram-me gorda!

10 abril 2015

Ai, çocorr, me chamaram de gorda! Vou lá comer uma coxinha que passa!
Eu tinha sete anos, sete anos apenas...
Victoria Santa Cruz que me perdoe pela quase heresia.
Mas é que eu resolvi falar sobre minha relação com a balança, e a construção dessa relação é muito parecida com a do poema cantado (de dar arrepios) "Gritaram-me Negra" dessa mulher maravilhosa. Longe de tentar comparar minha vivência com a dela, o título e citações desse texto são apenas uma forma singela de homenagem.
Pois bem, gritaram-me gorda. Não apenas um dia na rua. Em casa, na igreja, na escola, em todo lugar que ia... eu era a gordinha.  Gorda baleia saco de areia.

Da falta de vergonha na cara - Cronicas de um sortudo em Las Vegas (azar no amor,baby!)

11 fevereiro 2015

- Especial (IN)Feliz Dia dos Namorados

Crianças, já deu pra sacar que eu tô mais azeda que tudo, né? Eu espero que vocês entendam que a tia não tenha cabeça para ler agora, mas eu JURO pra vocês que após o (ECA) Carnaval eu tomo vergonha na cara.
Agora eu tô só com meus pensamentos e musiquinhas e minha fossa na cabeça.
MAAAAAASSSSSS como eu amo vocês, resolvi ressuscitar um textinho de fossa que fiz há algum tempo, por ocasião do Dia dos Namorados, quando eu estava nesta mesma situação ridícula.
 SIM, Dia dos Namorados. Porque agora a sofrência está globalizada, e os Forever Alone podem sofrer DUAS vezes ao ano: No nosso dia dos Namorados exclusivo, e no Bacião do Resto do Mundo, o dia de São Valentim (Chaves feelings)- dia 14 agora.
Eu juro, do jeito que eu tô , se eu me deparar com mais alguma coisa de amor dessa gringaiada na minha Timeline, terei um siricotico.
E pra você que tá na merda como eu, aí vai meu textinho com pretensões de Literatura Pop, uma bobeira que eu sonhei e escrevi.
Tia ama ♥


Aquilo que eu não sei dizer...

04 fevereiro 2015

Tudo aquilo que eu não sei dizer eu canto. Tenho uma lista infindável de músicas pra tocarem quando eu já não entendo mais nada.
Eu desafino, mais berro do que canto, mas desabafo.
E parece que um pouco da dor que eu sinto passa a ser compreendida, e então passa a ser curada.
Mas isso demora muitas músicas, e se passam muitos dias de travesseiro molhado até que eu consiga me sentir gente outra vez.
E eu sei que eu tenho uma coluna pra escrever. E eu sei que eu tenho coisas a fazer.
Mas tudo o que eu quero é ouvir. E cantar, do meu jeito esganiçado cada verso das músicas tristes que eu tenho guardadas pra momentos assim. E dessa forma expurgar o amor que eu sinto e transformá-lo em mágoa, que mais tarde vira desprezo e que lentamente se transformará em lembranças que voltarão a ser boas.
E eu poderei me lembrar de você outra vez, com carinho. E do gosto das panquecas que você cozinhava pro nosso café da manhã. E do jeito que o azul dos seus olhos mudava conforme as suas emoções. E sorrir ao pensar nisso.
Hoje eu só consigo chorar ao me lembrar que eles não ficarão mais azuis claro quando me virem.

- Amanda 

Adeus.

26 novembro 2014

Gente, hoje eu simplesmente não tenho cabeça pra fazer resenha.
No último sábado, ao acordar, recebi a notícia de que a minha avó paterna havia morrido. Desde então, minha cabeça está mais bagunçada do que tudo, então ler está fora de cogitação.
Ao abrir o painel do Blogger pra tentar postar alguma coisa, eu não conseguia pensar em nada decente pra escrever.
Resolvi que pelo menos deveria explicar pra vocês o motivo desse meu bloqueio, e então aqui vai.
Eu perdi a minha avó, a mulher que eu amava e admirava, há muito mais tempo do que este último sábado, data da sua morte. Nós começamos a perdê-la em 2008, quando meu avô morreu, e ela passou por um processo que até hoje há duvidas se foi uma depressão tão profunda que causou demência, ou se foi Alzheimer. Não há consenso.